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O ANO QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS
 
 
 
Meu Nome não é Johnny
"O Cinema cria imediatamente uma direção para a vista, que é um sentido eminentemente abstracionista, e uma fantasia para a imaginação".
Vinícius de Moraes
Oboé Card
EXPRESSO GUANABARA
 Equatorial - Casa de Memória
Rádio Universitária
 
 
 

SÃO LUÍS ELEITA CAPITAL CULTURAL DO BRASIL

     São Luís, CAPITAL CULTURAL BRASILEIRA. Em 2009, oficialmente. Em todos os tempos, terra de magia, encanto e belezas mil, território onde a Arte se faz Poesia nas cores, nos sotaques e nas indumentárias do Bumba-meu-Boi, e onde a Cultura se faz mais bela e poderosa na ginga das saias em roda das crioulas ao som irresistível dos tambores AfroAscendentes.

     São Luís é capital para onde sempre se quer ir, se pensa em voltar, se sonha em ser feliz muitas gerações. Como se não bastasse ser a Ilha do Amor - em boíssima hora assim codinominada -, a capital maranhense é também a terra onde o Nordeste é mais NORDESTE e onde o verde das palmeiras dá um tom especial aos brincantes do Boi. São Luís é também a cidade onde a história caminha de mãos dadas com o visitante e a tradição anfitriona com graça e simpatia a modernidade traduzida nos sotaques de cidades várias que adentram as vielas perpassadas pela admirável azulejaria portuguesa e telhados seculares.

     São Luís é ademais a cidade onde o camarão recebe o tempero especial da vinagreira e haja cuxá para a demanda que se faz maior a cada festejo junino, terra da cobiçada "juçara" e do incomparável BURITI, seiva de um dos doces mais gostosos deste pedaço de terra chamado Brasil e fibra natural a compor belas peças artesanais com a qual se fabricam bolsas, colares, tapetes, chapéus, carteiras, toalhas e outros itens da mesma linhagem. Neste ano de oportunas homenagens a FRANÇA no Brasil, esta cidadania cultural ludovicense ganha ainda mais relevância, sendo São Luís a única capital brasileira fundada pelos francos hermanos.      

     Ah, quantas saudades de São Luís !

     Pois além de tudo isso, e muito mais (que daria pra crônica de tamanho enorme mas merecido), São Luís é também terra onde se faz amigos como quem conta nuvens no céu - eles são intensos, multiplicam-se ao ritmo das festas maranhenses e encontrá-los é enxertar ALEGRIA de múltiplas corres no dia-a-dia.

     Foi lá que conheci há alguns anos o hoje queridíssimo Euclides Moreira Neto, agitador cultural dos mais profícuos, por décadas diretor do Departamento de Arte & Cultura da Pró-Reitoria de Extensão da UFMA, e hoje benfazejo titular da Fundação Cultural de São Luís. Oxalá o novo prefeito cumpra o prometido e crie a Secretaria de Cultura de São Luís, da qual Euclides será MERECIDAMENTE o titular. E depois da nomeação feita, champanhe espoucada, aplausos e Parabéns de todas as partes do Brasil, é só esperar: Euclides fará pelo patrimônio Artístico-Cultural de São Luís (dos mais ricos do país) muito mais do que já foi feito em todas as décadas de séculos passados.

     Pois São Luís me concedeu Euclides Moreira Neto e com ele Adelaide e a querida Dona Jesus (das tentadoras guloseimas e iguarias maranhenses), Veiga Júnior, Celso Brandão, Fernando Oliveira e Joel Jacintho. E ainda o professor Fernando Ramos, os irmaõs de Cinema -Gutérres, Uimar Júnior, Rui Vasconcellos, Vinícius Motta (do Resort Lençóis Maranhenses de Barreirinhas), Breno Di, Lauro Vasconcellos, o cineasta Joaquim Haeckel e tantos tantos mais.

Por tudo isso, Saravá Euclides Moreira Neto!
Salve a Arte de São Luís!
Oxalá São Luís, presente francês ao Brasil!

E Viva São Luís, a Capital Cultural Brasileira !

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LEA GARCIA FAZ 50 de CINEMA e RECEBE HOMENAGEM do FESTIVAL GUARNICÊ

     Neste 2009, Lea Garcia completa 50 anos de entrada na Sétima Arte, grifada a partir de sua participação em Orpheu, filme de Vinícius de Moraes e Marcel Camus – vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1958 – e com o qual ela quase ganha a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1959, ficando em segundo lugar, à frente da atriz Ana Magnani, a quem Lea tinha como grande exemplo.

     Por conta de sua trajetória ininterrupta na cena artística e de suas atuações memoráveis, LEA GARCIA recebe este ano a justa Homenagem do Festival GUARNICÊ de Cinema, a acontecer em São Luís, de 17 a 21 deste junho onde tambores, saias, alegria contagiante, muitas cores e energia celebram no Maranhão o São João mais animado do Brasil e fazem de São Luís a capital brasileira do CINEMA.

     Leia a íntegra do texto em OBJETIVA...

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NOVE LUAS

Aurora Miranda Leão


     Começam dia 8 de setembro as filmagens de AREA Q, longa-metragem de ficção científica sobre contatos imediatos do 3o. grau com seres de outras civilizações. O filme é uma co-produção EUA/Brasil (Reef Pictures Inc., ATC Entretenimentos e Estação Luz Filmes), co-produzido e roteirizado pelo premiado cineasta cearense HALDER GOMES, em mais uma parceria com Gerson Sanginitto, que dirigirá o filme.AREA Q terá como locações as cidades de Quixeramobim e Quixadá (mundialmente conhecidas por suas aparições de UFOs), e Los Angeles, Califórnia.

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     A produção traz ao Brasil uma parceria inédita no país: o incentivo da Panavision - através da sua matriz, em Woodland Hills - a uma realização nacional , que associou-se ao projeto fornecendo temporariamente um dos mais avançados equipamentos de câmeras de alta definição do mundo.O filme já tem intenções de distribuição no Brasil, EUA e internacional, inclusive de grandes estúdios. Segundo Halder, AREA Q simboliza o marco de uma luta pessoal de quase 10 anos para provar aos investidores/produtores internacionais que o Ceará tem potencial para tornar-se um pólo atrativo para produções estrangeiras.

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     A Academia de Artes e Ciências de Hollywood, responsável pelo Oscar - maior prêmio da indústria cinematográfica americana -, anunciou que a categoria de Melhor Filme terá 10 finalistas a partir do ano que vem. A nova regra foi divulgada pelo presidente da Academia, Sid Ganis. Os indicados ao Oscar de 2010 serão revelados em 2 de fevereiro e a 82ª cerimônia de premiação acontecerá dia 7 de março, no Kodak Theater, em Los Angeles. A corrida pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro foi aberta com a indicação de Chameleon, de Krisztina Goda, pelo governo da Hungria.

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     É provável que o ex-beatle Paul McCartney (foto) venha ao Brasil em 2010 e o show deverá acontecer em Brasília dia 21 de abril, dia do aniversário de 50 anos da capital federal. A apresentação deve ser gratuita e realizada ao ar livre, na Esplanada dos Ministérios. Em enquete extraoficial promovida pelo site das comemorações (www.brasilia50anos.com.br), o cantor recebeu mais de 190 mil votos, ganhando de Beyonce e U2. "Estamos sondando a possibilidade. Nosso orçamento permite pagar até US$ 1 milhão pelo show", diz o vice-governador Paulo Octávio. O cachê atual do cantor gira em torno deste valor.

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     Carolina Dieckmann foi transformada na estátua grega Vênus de Milo, de Alexandros de Antioquia, pelas mãos do maquiador Davidson Zanine, do cabeleireiro Charles Veiyga e do artista plástico Thiago Cóstackz numa sessão de fotos em São Paulo. Tudo para divulgar a exposição Mitos e Ícones, de Thiago, em parceria com o fotógrafo alemão Sacha Höchstetter. A mostra-manifesto tem como objetivo chamar a atenção para a criação do primeiro Museu de Arte Contemporânea e Sustentável do Norte e Nordeste do País, a ser sediado em Natal (RN). "Infelizmente, a educação em Natal é muito falha e quase não há acesso à cultura", explica o potiguar Thiago.

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     Além de Carolina, outras 15 personalidades brasileiras, entre elas Fernanda Tavares, Isabella Fiorentino e Carmo Dalla Vechia, abriram mão do cachê e estão sendo retratadas para a exposição MITOS & ÍCONES, a ser inaugurada em 10 de agosto no Shopping Center 3, em São Paulo.

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     Até 13 de julho, estão abertas inscrições ao Iguacine – 2° Festival de Cinema da Cidade de Nova Iguaçu, que acontecerá de 28 a 30 de agosto. Realizado pela Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, é o único festival audiovisual sediado na Baixada Fluminense, e por isso, de grande importância no cenário cultural do Rio de Janeiro. Todas as suas atividades são gratuitas.Haverá mostras competitivas e paralelas em todos os formatos. Além de difundir a recente produção nacional, o Iguacine proporciona o encontro do público com realizadores e profissionais. O Festival acredita na importância de gerar reflexões sobre como os realizadores criam estratégias de criação e produção de suas obras, e como o público interage com elas. www.reperiferia.com.br .

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     Com três edições realizadas no Rio, chega a Fortaleza o Festival de Cinema Curta Noite, que vai exibir produções das regiões Norte e Nordeste, a partir de 5 de agosto. As inscrições vão até 18 de julho pelo site www.festivalcurtanoite.com.br/fortaleza. Serão escolhidos sete filmes para exibição no dia do Festival. Os vencedores (prêmio Júri Popular e Júri Técnico) receberão o Troféu Curta Noite elaborado pelo artista plástico carioca Rezina, além da premiação a ser divulgada. Os filmes vencedores serão exibidos nas próximas edições do Festival de Cinema Curta Noite, que acontecem ainda este ano no Rio de Janeiro e Brasília, além da edição internacional, no México.

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     Os interessados em participar do festival devem enviar seus trabalhos para a OLA Produções Artísticas A/C Marco Polo ( Diretor do Festival ) - End.: Rua Júlio Siqueira, 984 - D. Torres- Fortaleza – CE - CEP: 60130-090. Informações : (85) 8109 1145 ou marcopolo@festivalcurtanoite.com.br.

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Vitória vista pelas margens

* CARLOS ALBERTO MATTOS


     Depois de retratar o sambista Edson Rodrigues do Nascimento no longa Anjo Preto, o jovem documentarista Guilherme Castor continua – segundo ele, involuntariamente – a divulgar aspectos da comunidade afro-capixaba. No FIC-Brasília ele estreou o longa Harmonia do Inferno (foto), exibido no Vitória Cine-Vídeo neste novembro. Já na Mostra Internacional do Filme Etnográfico, no Rio, ele mostrou o média-metragem A Iniciação.

     Este último foi inteiramente filmado em terreiros de candomblé de Vitória. O personagem central, o babalorixá Robson Cuzzuol, assim como a maioria dos que aparecem no vídeo, é branco, mas a consciência que reina por ali é inconfundivelmente africana. O filme ganharia muito se não se submetesse tanto às explanações (muito cultas e claras, por sinal) de Robson, o que o torna pouco mais que uma palestra ilustrada. Mas há pelo menos dois momentos que se destacam por razões diferentes: a cena de dois meninos cantando pontos de umbanda para a câmera, demonstração de que o ritual também pode ter uma feição lúdica e inocente; e o “banho” de iniciação de uma jovem no terreiro, cena forte e rara, mesmo em filmes etnográficos.

     Harmonia do Inferno é um trabalho mais ambicioso e revelador do potencial criativo de Gui Castor. Passa uma visão nada piedosa de uma mulher que vive de/num depósito de lixo da capital capixaba. Dona Elvira Pereira da Boa Morte cria os netos que os muitos filhos abandonaram. Na linha de Estamira, o diretor se interessa pela fala singular da mulher e procura criar uma audio-visualidade poética do seu entorno. Esse propósito, porém, se choca com um enfoque um tanto miserabilista, que se demora sobre aspectos abjetos e patológicos. Ao sublinhar o excessivo e o deficiente, o filme contraria a sua própria retórica social, expressa no contraste entre o mundo sujo e doente de Elvira e a cidade branca e moderna.

     Essas contradições, porém, não empanam o talento cinematográfico de Gui Castor, mais aparente a cada novo filme. Harmonia do Inferno (título retirado de uma frase de Glauber Rocha) tem um excelente trabalho de câmera e uma edição de som e imagem que nos põem na ponta da cadeira. Um olhar afiado de documentarista em pleno desenvolvimento.

* Leia outros textos de Carlos Alberto Mattos acessando http://oglobo.globo.com/blogs/docblog

Canções de Nuvens e Cinema de Saudade e Beleza
* Aurora Miranda Leão

     Caía a noite da primeira sexta de outubro. O outubro passado, dos 95 de Vinícius e 50 da eterna Bossa Nova. O foco estava na CINELÂNDIA CARIOCA, onde outrora ancorava com ares de sílfide a Belle Époque e os cafés se faziam apreciar aos sons dos Chorões dos carnavais que não voltam mais - como profetizou a imortal melodia do Lalá. No histórico Cine Palácio, o cartaz anunciava a exibição hors-concours do filme O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS. Direção do arretado camarada pernambucano LÍRIO FERREIRA.

     Sessão lotada, platéia atenta. No écran, Denise Dumont começa a caminhar... à procura do pai - como revela no início da película e em todo o decorrer do filme, onde se expõe com surpreendente coragem -, o saudoso e emérito baluarte da mais típica Música Brasileira egressa do sertão nordestino, HUMBERTO TEIXEIRA.

     Sucessão de imagens descortina um nordeste palpitante de Cultura. Calé Alencar é o maestro a conduzir os espectadores pelo passeio onírico convidando o adentrar na cearensidade de Humberto, o Doutor do Baião. O grande parceiro Luiz Gonzaga veio do solo pernambucano, como Lírio, mas foi com o Humberto de Calu e Qui Nem Jiló o melhor acerto das notas musicais.

     E lá vem o Reisado, da Juazeiro da infância de Calé, e lá vêm os Irmãos Aniceto, da famosa Banda do Cariri cearense - saudades do Crato ! -, recebendo no quintal do Mestre Raimundo as alegrias que vão chegando... Está formada a roda, dança Denise, arrebatada pelo som dos pifes e da zabumba... nesse clima, nem bicho entrevado fica parado... Haja Forró no Cariri ! E Viva os ANICETO - Antônio, Raimundo, Cícero, Vicente, Joval e Adriano !

     E HUMBERTO LEVOU A MÚSICA - cearense / pernambucana / nordestina / brasileira - PRO MUNDO CONHECER. Organizou caravanas de músicos de todas as etnias para cantar seu sertão de cor/cheiro/paladar/acordes e indumentária colorida onde as fronteiras não tinham serventia e o império era o da BELEZA e da Maestria Musical.

     Aprendi sobre tudo isso ouvindacompanhando meu querido parceiro CALÉ nas voltas que o mundo dá - e com ele as voltas são sempre intensas de som, recheadas de cor, untadas de gosto de pé-de-moleque, sabor de aluá e milho verde pro cuscuz que mais tarde vamos comer ao som dos Irmãos Aniceto e das equatorianas rítmicas com as quais ele inunda de mágica sonoridade as audições de toda a vida.

     E foi uma satisfação dessas que a sensibilidade nunca mais apaga verouvir o filme de Denise-Lírio-Humberto ... pois na tela vi muito do que já intuía, imaginação serelepe a vadear pelo agreste nordestino - e de repente fazer ponte com a Bossa Nova de Bebel, a afinação irretocável de Gal, o malemolente violão de GIL, HUMBERTO ENGARRAFANDO NUVENS a espreitar a insólita Pedra da Gávea, de onde tantas vezes confirmamos - na agradabilíssima companhia de minha doce Rosamaria Murtinho - a beleza sem par do Rio de Janeiro, natureza sem igual a nos presentear com lirismo e fortalezas paisagísticas, encharcando de saudade as malas da viagem de regresso ao torrão natal.

     Na platéia do Palácio, os músicos Raimundo Fagner, Ednardo, Calé Alencar, Alceu Valença, as atrizes Lea Garcia e Ângela Leal, os atores Daniel Tavares e Valério Fonseka; Daniel Filho e sua Carla Daniel, os cineastas Marcelo Gomes e Cláudio Assis e tantos tantos mais.

     Noite plenamente emocional e calorosa. ARTISTAS NA TELA e NA PLATÉIA aplaudindo com emocionado entusiasmo a obra do compositor HUMBERTO TEIXEIRA, cearense de todos os Brasis, a aguerrida ousadia de Denise Dumont, a maestria da edição de Mair Tavares (outro cearense) e a impactante união Lírio Ferreira/Walter Carvalho - a qual nos brinda a todos os espectadores com a intensidade singular de seus cortes compondo um realce imagético pleno de vigor/melodia visual e rítmica, e benfazeja capacidade de fazer quem assiste ir aos poucos adentrando - com interesse, sensibilidade desperta e sintonia - àquele universo tipicamente BRASILEIRO, qual jardineiros a plantar raízes sensoriais com a mais densa leveza, compondo um painel sonoro-visual de extrema FORÇA & BELEZA repleto de intersecções com a universalidade do SENTIMENTO - que é CEARÁ - NORDESTE - BRASIL & MUNDO !

     PARABÉNS AO QUERIDO LÍRIO FERREIRA POR ESTA BELEZA DE FILME QUE É O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS. À Denise Dumont pela coragem e senso de oportunidade em tornar a vida e estrada musical de seu pai um registro audiovisual agora possível de ultrapassar fronteiras e calar dissonâncias. E a todos quanto tornaram possível desvendar/revelar/reafirmar estes instigantes capítulos da vida brasileira feita música/baião e nuvens...

     ... Nas quais o Ceará anfitriona e dá as mãos ao Rio, e Pernambucano faz a ponte internacional via Nova York...

     SARAVÁ, LÍRIO, DENISE, CALÉ, WALTER e MAIR !

* O Homem que Engarrafava Nuvens terá exibição hors-concours na próxima edição do Festival CinePE, que começa dia 27 e prossegue até 3 de maio em Recife.

 
    Dançarino magistral, cantor afinado, compositor engajado, reuniu artistas pra cantar pelo fim da fome na África, ajudou instituições sociais, fazia caridade em diversas frentes e foi o maior êxito de vendas de discos no mundo. Vida conturbada, atitudes polêmicas, performances incomparáveis, criador de estilos, versátil e original, ARTISTA DE INEGÁVEL TALENTO, Michael Jackson PARTIU CEDO DEMAIS e provoca TRISTEZA em fãs do mundo inteiro.

     Entre inúmeras reportagens em todo o mundo, registre-se o ótimo Globo Repórter em homenagem ao artista com imagens históricas de sua passagem pelo Rio e Salvador, bem como os registros inéditos do garoto atropelado (numa das vezes em que o artista veio ao Brasil) que depois recebeu, emocionado, a visita-surpresa do ídolo no quarto do hospital (hoje, o garoto é jornalista) e o do músico baiano que tocou tamborim, ainda garoto, na gravação do famoso clip no Pelourinho...

     Antevemos: desfiles do Olodum e de escolas de samba homenageando o Astro no carnaval 2010, bem como a cinebiografia que deverá bater recorde de bilheteria mundial. Quem será o cineasta a realizá-la ?

    José Miguel Wisnik é uma das maiores autoridades em Literatura e Música do país. Conversar com ele é uma honra e um grande aprendizado. Professor de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo (USP), compositor, escritor, músico, pesquisador e produtor cultural, o pianista Zé Miguel Wisnik possui em seu currículo trilha para filmes e espetáculos emblemáticos (como Terra Estrangeira, de Walter Salles). São 3 CDs: José Miguel Wisnik (Cameratti - 1992), São Paulo Rio (Independente – 2000) e Pérola aos Poucos (Trama – 2003) - um dos mais belos discos do país. Músicas dele foram gravadas por cantoras do nível de Ná Ozzetti, Vânia Bastos, Elza Soares, Virgínia Rosa, Zélia Duncan. Encontrá-lo é tão raro quanto agradável. E assim foi nosso bate-papo numa Copacabana iluminada e efervescente, moldura especial a enaltecer ainda mais a bagagem poética, universal e singular da Bossa Nova, da qual Wisnik nos fala com invejável retórica. Confira

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