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A primeira alegria foi logo
no avião: de longe, eu e Luciana Araújo,
a encantadora "Lourinha" do Canal
Brasil, nos vimos e haja emoção.
O Guarnicê foi
o responsável, mais uma vez, pelo meu feliz encontro
com LU, esta adorável repórter festeira do Melhor
Canal Brasileiro de Cinema. Salve LU!!! Que
saudade...
Depois foi a vez de avistar
Jaime Del Cueto (provocando logo saudades da querida Denise)...
e vieram Leona Cavalli, Lucila Meireles e Eneida Barbosa do
Zoom e acabei tomando acento ao lado de Daniel
Turini, jovem realizador a quem ainda não conhecia
e com quem dividi ótima conversa de Fortaleza a São
Luís. Vôo tranqüilo e no horário,
desembarcamos na capital maranhense antes das 15h e no aeroporto
já estava Wagner, respondendo pela Baluz,
com sua costumeira hospitalidade. Tudo sinalizando um grande
Festival. Foi também no aeroporto onde reencontrei
o adorável Gui Castor, realizador
capixaba dos melhores, parceiro e amigo querido (participando
com LG - Cidadão de Cinema).
A nós, convidados de
Euclides, estavam reservadas várias surpresas: a primeira
delas foi o Grand Hotel São
Luís, antes o famoso Vila Rica, lugar
aconchegante e confortável, localização
privilegiada (no Largo dos Leões e vizinho à
Catedral) com um amplo saguão de pedras e lajotas -
delícia andar ali de pés descalços, ao
que fui obrigada por chegar por vezes com os pés a
pedir socorro por tanta dança nos paralelepípedos
preservados do inesquecível Centro Histórico
desta capital onde pareço ter vivido em outras épocas,
tal é minha afinidade e completa paixão por
São Luís (cujo nome parece sempre homenagear
este Mestre tão profundo e admirável, meu Pai).
A piscina do Grand São Luís é outro encanto,
além dos quartos cuja vista é a Baía
de São Marcos. Dos atores, o primeiro a chegar foi
Norton Nascimento e sua doce Kelly Cândia,
duas almas grandiosas, acompanhados de Ronaldo Duque (cineasta
de "A Conspiração do Silêncio").
A proximidade do Hotel do Centro
Cultural Odylo Costa Filho, cenário para a noite de
abertura e para as principais mostras competitivas do Guarnicê,
permitia descer as ladeiras para chegar ao Centro Histórico
e lá consagrar São Luís como a Capital
do Cinema Brasileiro na movimentada semana onde o
melhor festival de Cinema do Norte e Nordeste alcançou
neste 2007 suas três décadas de incentivo e afirmação
do Cinema Brasileiro. Aliás, o "Odylo" abrigava
duas exposições: uma mostra de fotos retrospectiva
dos 30 anos de festival e Uroou do Boi reunindo belas esculturas
de Valdinand Mendes Almeida inspiradas nos festejos juninos.
Euclides Moreira Neto,
cinéfilo apaixonado, homem da Cultura e das tradições
populares, misto de coordenador, produtor, exemplo de amigo/filho/professor/funcionário/realizador
e verdadeiro agitador cultural, recepciona seus convidados
como se para cada um abrisse uma vaga no coração
e faz das estadas em São Luís um verdadeiro
oásis de benquerença e irmandade. Até
um elegante almoço no Palácio dos Leões,
anfitrionado pelo casal Governador Jackson Lago, constou da
pauta e permitiu adentrar as dependências do edifício,
primor de beleza arquitetônica e conservação.
Pergunte-se a qualquer um de nós, participantes do
Guarnicê,
quem não sai de São Luís já sonhando
com a próxima edição. Por certo, a resposta
será: "Até ano que vem, terra adorada !"
Prometi a todos os amigos: vou
fazer um COPIÃO GUARNICÊ ! Porque
fico em São Luís tão encharcada de Cultura
e respeito à História, que o sentimento não
pode ser outro a não ser a vontade de ressaltar as
belezas maranhenses e aplaudir quem entende a arquitetura,
a Arte e as manifestações culturais como vinhos
da mesma pipa.
Tantas são as atividades
da semana do Festival, tantos amigos a merecer citação
mais acurada, tantos agradecimentos, tanta história
a contar entre casarios, arroz-de-cuchá, pratos de
camarão, caranguejo e vatapá, o delicioso bolo
de chocolate da Dona Jesus, as matracas e zabumbas dos muitos
Bois colorindo a cidade de magia e encantamento, convidando
pra dançar a sensibilidade, que só há
um caminho: saudar a todos e brindar a efervescência
emotiva a bailar junto com os inúmeros grupos populares
encantadores do olhar e cujas evoluções arrepiam
os azulejos ancestrais desta cidade criada pelos franceses.
O carinho com o qual nos recebem todos - desde o querido Celso
Brandão e o professor Fernando Ramos, passando por
Veiga Júnior, Joel Jacintho, Fernando Oliveira, Lauro
Vasconcelos, e chegando até Wagner Baluz e Guterres,
que escrever pouco é esquecer muito. E esquecer de
ser generoso é tão terrível quanto ser
ingrato.
Reencontrar tantos amigos e
conhecer outros tantos navegadores da mesma praia do Audiovisual
é uma delícia tão rara quanto tocante.
Jaime Del Cueto é um número
especial ! Que Alegria contagiante prosear com ele, ouvir
tantas histórias importantes e formadoras dos bastidores
do nosso Cinema ! Que Ator/Produtor "Moleque" é
o Jaime para quem todas as tribos são a sua tribo e
com quem todos podem partilhar momentos de fino aprendizado,
alegres peraltices e aprender como é bonito ver passar
o tempo sem se intimidar com ele.
Salve Jaime! Da próxima, leva a Denise, a quem queremos
tanto bem!
Na programação,
ressalte-se a exibição de títulos relevantes
como Cafundó (filme
instigante de Paulo Betti com primorosa atuação
de Lázaro Ramos), Cine Tapuia (de
Rosemberg Cariry) e Cão
sem Dono (a novíssima e premiada obra
de Beto Brant). A noite de encerramento teve solenidade na
pequena jóia arquitetônica, o Teatro
Arthur Azevedo, onde a beleza mestiça de Amélia
Cristina conduziu o espetáculo e a
platéia aplaudiu de pé a Euclides
Moreira Neto. O gesto traduz reconhecimento
e apoio à dedicação incansável
de Euclides. As reportagens de tevê e jornal dizem melhor.
Entre as atrações musicais, o belo canto lírico
de Lívia Correia, muito aplaudida. O maestro Mucheraque
respondeu pela afinada apresentação do Coral
da UFMA - presenteando a platéia com duas pérolas
de Vinícius de Moraes - encerrando
com um Boi, cujo refrão foi acompanhado em uníssono
pela platéia. Maravilha !
A roda do
Guarnicê aumenta a cada ano e desta
vez tivemos Liana Correia (simpatia do CTAv), Elynês
Rodrigues (MinC), os jornalistas Celso Sabadin e Ismaelino
Pinto, Caó Cruz Alves, Emannoel Freitas (Festival de
Belém), Maria Luíza Aboim (planejando festival
para Teresópolis), Marco Antonelli, os atores Leuda
Bandeira e Andrade Júnior, Eneida e Lucila focando
as melhores imagens para o Zoom;
Lu (Salve o
Canal Brasil!), os realizadores Danielle e
Márcio Câmara, Michelline Helena, Samya Araújo,
Adriano Lima, Ives Albuquerque e Cássio Araújo
(conterrâneos queridos); Lula Gonzaga à frente
da turma dos Pontos de Cultura; Allan Ribeiro,
cineasta premiado e amigo desde que nos conhecemos numa edição
do CinePE (impressionou-me então seu primeiro filme
- Boca a Boca); João Pimentel agitando o universo Cineclubista;
Solange Lima representando a ABD; Chiquinho César Filho
lembrando o Festival de Atibaia; Clélia Bessa, ministrante
de oficina de Produção. E teve ainda a Pequena
Notável paraibana Marcélia
Cartaxo (curtindo todas as delícias
maranhenses, do bacuri às festas do Boi); Leona Cavalli,
Dira Paes, Paulo Betti e Rubens Ewald Filho (lançando
seu Guia de DVD 2007); a bela
Jal representando a Labocine; José Américo Ribeiro
a Ocic; Francisco Fenelosa o festival de Valência; e
haja gente boa e haja memória indormida. Me perdoarão
aqueles a quem a memória me trair: são muitos
os convidados para a festa e olhos, ouvidos, alma e coração
ficam completamente absortos com os múltiplos encantos
desta Ilha apropriadamente celebrada como do Amor pois enamorados
ficamos todos nós quando sentimos no ar o cheiro efervescente
da cultura maranhense. Eu então, homenageada
nesta 30a edição - de alma absolutamente feliz
e grata a Euclides e sua equipe que concordou com a Homenagem
- não tenho palavras para expressar o muito (em intensidade
e profundidade) que me açoitou o coração
estar mais uma vez em São Luís. Ademais, ser
premiada com a honrosa presença de Calé
Alencar - parceiro de tantas jornadas, cuja
presença só iluminou ainda mais a honraria a
mim concedida (muito mais pelo espírito generoso de
Euclides do que por merecimento, equívoco que me faz
um bem danado), tenho apenas a declarar -
com as devidas desculpas aos nomes esquecidos e as vivências
esmaecidas na tela da emoção por tanta gratidão
e contentamento: São Luís, teu cenário
é uma beleza que a natureza criou e o homem soube preservar;
Guarnicê,
sua realização é uma necessidade físico/emocional
para o Audiovisual Brasileiro; Euclides,
sua garra, determinação e paixão pela
Cultura de seu povo e de seu lugar é contagiante até
para o mais insensível dos mortais. Grata por me ter
em sua lista de amigos.
GUARNICÊ:
Ontem, Hoje e Sempre:
Estamos e Estaremos com Você !
Passado, Presente e Futuro de Glória !
Que estas três
décadas sejam eternamente sucedidas com a multifária
vitrine de tendências culturais abrigadas em sua caprichada
e extensa programação!
Que os Bois
e os Cacuriás
estejam sempre pelas acolhedoras ruas de São Luís
e os Tambores de Crioula ecoem cada vez mais
vibrantes chamando pra roda - juntando as saias de todas nós
que amamos rodopiar para dizer Saravá, São
Luís! Nós te Amamos ! -, e conclamando
às telas de Cinema quem leva no peito a cidadania brasileira,
de qualquer cor e origem, para reverenciar a Arte mais completa
de todas, tão altruísta quanto bela, irmanando-se
na junção de todas as outras formas de expressão
artística e deixando bater mais forte o coração
nestes tempos juninos onde as luzes são pra iluminar
a todos, onde a Festa é Sua, é de todos nós,
é de quem quiser, quem vier !
Salve Euclides ! Viva
São Luís ! Saravá, Guarnicê !
Nosso aplauso caloroso,
nosso apoio permanente e nossa alegria sempre maior por retornar
a São Luís para celebrar esta grande vitrine
do Cinema, onde o Brasil é mais Nordeste e o Nordeste
é completamente universal.
Dá-lhe
30, Guarnicê !!! E até 2008 !!!
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