Textos de Rubens Ewald Filho, Marcelo Janot, Celso Sabadin, Carlos Alberto Mattos...
O ANO QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS
 
O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS
 
CITIZEN KANE
 
Meu Nome não é Johnny
"O Cinema cria imediatamente uma direção para a vista, que é um sentido eminentemente abstracionista, e uma fantasia para a imaginação".
Vinícius de Moraes
Oboé Card
Equatorial - Casa de Memória
Rádio Universitária
 
 
 
> Panorâmica - José Miguel Wisnik
 
     "A Bossa Nova é uma criação brasileira dialogando com a música do mundo"

     Paulista de São Vicente, José Miguel Wisnik começou a estudar piano aos sete anos, chegando a fazer concertos como solista ao lado da Orquestra Sinfônica de São Paulo (regência do maestro Souza Lima) quando era adolescente. Aos 18 anos apresentou-se pela primeira vez como solista da Orquestra Municipal de São Paulo, tocando o "Concerto n° 2", de Camille Saint-Saens. No fim da década de 60, ao entrar no Curso de Letras da USP, começou a escrever suas primeiras canções, com destaque para "Outra Viagem", interpretada por Alaíde Costa no Festival Universitário da TV Tupi em 1968. Tem mestrado e doutorado em Teoria Literária, publicando vários ensaios sobre literatura e música, como "O Som e o Sentido – Uma Outra História da Música", lançado pela Companhia das Letras em 1989. Foi também em 89 que o curta A mulher do atirador de facas recebeu prêmio de Melhor Trilha em Gramado com música sua. E no início da década de 90, passou a dedicar-se à sua maior paixão, a Música.

     Zé Miguel Wisnik possui em seu currículo trilha para filmes e espetáculos emblemáticos (como Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas, de 1996; e Nazareth - "uma interpretação de Ernesto Nazareth em contraponto com certos temas musicais de Machado de Assis” - para o Grupo Corpo). Em 1998 compôs Assum Branco, elogiada reconstrução de Assum Preto, clássico de Luiz Gonzaga, gravada por Gal Costa. Como produtor, criou um dos melhores CDs de Elza Soares, Do cóccix até o pescoço (2002). Como intérprete e compositor, lançou um dos melhores CDs de 2003, Pérolas aos poucos. Confira nossa aula-entrevista com Zé Miguel Wisnik, uma Pérola para deliciar quem quer apreender mais Cultura. Nossos APLAUSOS, sempre, para Wisnik !

AML- Como músico, compositor, grande estudioso e pesquisador da MPB, você teria algum rosto para definir a Música Brasileira ?

JMW- Eu acho que a música brasileira é muito variada, múltipla, é plural, tem muitas faces, e você tem tanto músicas urbanas como músicas não urbanas, músicas das várias regiões.

AML- Quando se diz que a Música Popular Brasileira hoje não tem mais nada – alguns mais radicais chegam a dizer que a boa música brasileira foi a dos anos 30-40 e acabou -, você acha que há falta de visão nisso, ou a música brasileira hoje está mesmo muito ruim, ou é por que setores consideráveis da mídia abrem espaços demais pra músicas de muito baixa qualidade mesmo ?

JMW- Eu acho que a música brasileira é fortíssima, riquíssima e tem atravessado os tempos com muita força. Agora, os anos 60 foram fortíssimos: a Bossa Nova, a chamada MPB, a Tropicália, etc. E depois houve movimentos importantes nos anos 70/80/90... Agora eu acho que já houve épocas que primeiro: havia mais unanimidade, havia mais centralidade, as coisas eram conhecidas... Havia hinos que embalavam o Brasil inteiro. Hoje a sociedade mudou muito, ela é fragmentada. A sociedade é fragmentada, a cultura é fragmentada, não há centros propriamente, tudo é descentralizado. Então, é difícil uma coisa que tem uma importância pra todo mundo que não seja do grande mercado de massa, que visa ao entretenimento imediato, em geral, embora mesmo no grande mercado de massa possa haver coisas boas, mas ao mesmo tempo é uma música que tem hoje Lenine, Arnaldo Antunes, música instrumental de grande qualidade, além dos outros que já fazem música há muito tempo, que continuam fazendo... tem artistas que atravessaram décadas e continuam fazendo coisas de grande qualidade, além daqueles que surgiram há menos tempo, e tem grandes cantoras novas, tem artistas instrumentais muito bons como Carlos Malta, o Marcos Suzano, pra dar dois exemplos assim... e compositores. Então eu acho que a música brasileira continua forte, diversificada mas o mundo mudou e hoje em dia você não tem mais hinos que embalam todo mundo, em nenhuma área.

AML- Em geral, quando a gente liga o rádio no Brasil, a predominância de música estrangeira é incrivelmente superior, sobretudo a americana. A que você atribui isso: é uma deficiência do público que deixa de reivindicar uma programação diferente, valorizadora da nossa cultura, ou são questões mercadológicas ?

JMW- Bom, eu acho que até certa altura era verdade que a música estrangeira e a americana eram dominantes no rádio. Hoje nem é. Houve um mercado de música brasileira que ocupou o rádio em São Paulo e no Rio. O que mais toca é música brasileira, não é estrangeira. Só que o “jabá” é verdade; é uma instituição absoluta. Nas grandes rádios só se toca por “jabá”... o espaço do rádio é comprado como se fosse um espaço de propaganda, como se todo o espaço da rádio virasse um espaço mercantilizado. Assim como tem a hora da propaganda, a hora que toca a música também é uma hora comprada. Então as gravadoras compram 10 inserções, 20 inserções por dia, entende?!, e investem nisso e isso transformou o espaço das grandes rádios num espaço ligado ao objetivo imediato das vendas de massa, vendas que objetivam grandes tiragens e isso desfez uma coisa que chegou a existir no Brasil, que é música de altíssima qualidade em grande quantidade, que é um fato único no mundo, é raro no mundo que isso tenha acontecido. No Brasil chegou a acontecer, e acontece às vezes mas isso deixou de ser... quer dizer, o “jabá” já foi dominante, eu acho. Na década de 50 deixou de ser, na década de 60 e 70 voltou a ser, na década de 80 e 90... Então, independente de ser música brasileira, é música em espaço comprado. Às vezes surgem rádios, eu digo pela experiência de São Paulo e do Rio, que tocam música brasileira fora de “jabá” e que ganham público, e que quando elas crescem, são compradas e viram iguais às outras. Então, nesse momento, é difícil pra quem produz música brasileira ter a rádio pra veicular, ter a loja pra vender porque os grandes conglomerados vendem ligados às grandes distribuidoras. Então, quem produz música no Brasil ainda hoje, que não visa ao entretenimento imediato, não tem nem o lugar pra vender nem a rádio pra divulgar, e esse é um problema sério.

AML- Como um admirador confesso de Caetano Veloso, como você vê as críticas muitas vezes dirigidas a ele, afirmando que ele agora faz música pra novela, pra vender disco... ?

JMW- É o seguinte: um dos últimos discos do Caetano chama “Noites do Norte”. Não vejo nenhuma música pra novela nesse disco, rigorosamente nenhuma, nenhuma sequer que possa ser tocada no rádio visando ao ‘hit’. É um disco refinado e completamente condizente, coerente com toda a trajetória do Caetano e é uma simplificação brutal imaginar que o Caetano tornou-se um “vendido”, que quer fazer música pra vender. Desde o Tropicalismo que ele faz música considerando que música é mercado de massa mas nem por isso faz música só pra mercado de massa ou pra vender. Ele gravou uma música ao vivo do Peninha (Sozinho), como já gravou outras do Peninha em outras ocasiões, e se tornou uma coisa que vendeu um milhão de cópias, etc, e nem por isso, nem aquele disco ao vivo em que sai essa música nem os seguintes, significam que o Caetano resolveu fazer música para um milhão. Aliás, o Caetano não vende muito comparado com os grandes vendedores de música. Ele continua sendo, a meu ver, um dos mais importantes artistas do Brasil, que “mantém teso o arco da promessa”, pra usar um verso dele, entre a música de quantidade e a música de qualidade, que é uma coisa tão importante no Brasil. Porque quando isso se romper completamente, que você tiver só massas por um lado e só intelectuais ilhados por outro, realmente aí desfez-se qualquer possibilidade de você acreditar em qualquer coisa no Brasil. Portanto, o Brasil é o país que conseguiu criar uma cultura popular de altíssima qualidade, em que grande parte da melhor poesia feita no Brasil nas últimas décadas é também pela música popular. Tornou-se uma poesia de alta qualidade... que a gente consiga sustentar isso, que grande parte disso faça parte da memória coletiva, de públicos grandes, que, portanto, se juntem essas pontas, é um segredo do Brasil, é uma riqueza do Brasil, que não pode ser jogada fora. E o Caetano Veloso é uma das pessoas raras que mantém, que faz esse papel: juntar essas pontas.

AML- Você concorda que um grande iniciador da promoção desse papel teria sido Vinícius de Moraes ?

JMW- Com certeza. Vinícius de Moraes, a Bossa Nova, Tom Jobim, João Gilberto... “Chega de Saudade” é uma das canções mais refinadas que existem no repertório mundial. É uma música que grande parte da população brasileira sabe de cor. A Bossa Nova criou essa possibilidade, e a partir dela toda uma geração de músicos que viram essa possibilidade de fazer uma coisa... Vinícius de Moraes era um poeta do livro, desde a década de 30. Na década de 50/60 ele migrou pra canção popular e formou toda uma geração de compositores e letristas que liam ou lêem Drummond, João Cabral, Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Clarice Lispector e Guimarães Rosa e que, ao mesmo tempo, fazem música popular... às vezes fazem poesia de livro e fazem poesia de canção, como Paulo Leminsky, o próprio Arnaldo Antunes, Cacaso, Jorge Mautner...

AML- Embora Vinícius tenha sido muito criticado por ter largado a poesia de livro, digamos assim, e tenha ido pra música, né ?!

JMW – É, criticado por uma perspectiva... só se for de defesa da Cultura Alta contra a idéia de que a cultura de massa é necessariamente vulgar e tal. Mas ele fez isso pra criar grandes poemas de letras de canções junto com um grande compositor, respeitado no mundo inteiro como um dos maiores compositores de canções do século, que é Tom Jobim. Então essas coisas são coisas valiosíssimas. A música brasileira é de fato uma experiência de humanidade valiosíssima e inestimável que aconteceu no Brasil e que é uma lição pro mundo, a MPB. E isso vem sendo descoberto porque a Bossa Nova impressionou imediatamente mas, por exemplo, o Tropicalismo, foi redescoberto 30 anos depois em lugares do mundo que descobriram que aquilo é uma coisa que repensava o panorama da música pop com questões e complexidades e densidades inequívocas. Então, essas coisas fazem parte do Brasil e da música brasileira e acho que continuam a se manifestar de uma maneira menos reconhecida que há décadas atrás porque, como eu tava dizendo antes, hoje tudo é mais espalhado, e como é muito mais espalhado é muito mais indefinido.

AML- Com essa visão que você tem, incomoda quando você escuta dizer que a Bossa Nova foi uma bobagem, ou foi um tipo de música copiado de uma música americana para embalar uma época onde não se podia falar de política ?

JMW- A Bossa Nova influenciou a música americana, influenciou a música inglesa e é parâmetro pra música mundial. É absolutamente. Qualquer pessoa no mundo reconhece a originalidade da Bossa Nova, a singularidade da Bossa Nova e a Bossa Nova foi influente na música do mundo. As canções de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, ou Tom Jobim e Newton Mendonça, são canções como as de Cole Porter e Gershwin; além disso, a Bossa Nova influenciou a música mundial ou o jazz americano, ou o rock inglês, então acho uma bobagem dizer que ela é uma imitação da música americana. Ela é uma criação brasileira dialogando com a música do mundo e influente como poucas vezes no Brasil algo foi influente no mundo.

AML- Como foi produzir um CD de Elza Soares, sendo a Elza uma das maiores cantoras do mundo ?

JMW- Isso pra mim é uma das maiores alegrias que eu tive na minha história de trabalho com música. Foi produzir... Dirigimos artisticamente o disco de Elza, que é uma cantora absolutamente genial: na voz, na pluralidade da voz dela, a capacidade de divisão, o suingue, a improvisação, a profundidade emocional, a inteligência do canto, a performance no palco... eu quero saber quem que reúne esse tipo de qualidade e tudo mais... e às vezes era vista como uma cantora ou bizarra, ou do Museu do Samba, ou como uma cantora com uma voz meio diferente e meio excêntrica, e eu com o Aleh Siqueira, que produziu o disco comigo, a gente considerava que tinha que fazer um disco em que a Elza Soares pudesse mostrar a grandeza dela, todas essas capacidades e tal, e a gente teve um repertório de fato muito forte, com músicas inéditas do Chico Buarque, do Jorge Ben, do Carlinhos Brown, do Arnaldo Antunes, do Caetano Veloso, recriações que ela fez do Luís Melodia, de sambas, que ela improvisou com o Marcos Suzano – ela, voz e pandeiro -, e essas coisas todas fizeram um disco muito forte ( o CD de Elza Soares chama-se “Do Cócixx até o Pescoço”).

AML- Você também é escritor... Eu queria que você falasse um pouquinho sobre isso...

JMW- É, eu tenho escrito às vezes sobre música, sobre cultura... Eu tenho um livro chamado “O Som e o Sentido”, sobre a linguagem musical, e outro sobre a música na Semana de Arte Moderna. Mas eu escrevi um livro de ensaios sobre temas de cultura brasileira na Música, na Literatura e no Futebol. É preciso ter uma visão crítica do país. Machado de Assis é cada vez mais reconhecido internacionalmente. É um escritor profundamente brasileiro, sem paisagem brasileira, e de altíssimo nível. Guimarães Rosa escreveu um dos cinco melhores livros do mundo: Grande Sertão, Veredas. Guimarães é um segredo de luxo que nós não guardamos conosco...

AML – Por falar nisso, qual seria sua visão de Brasil hoje ?

JMW - Tenho uma visão afirmativa mas não apologética do Brasil. Moderno é o que está passando, é o que é efêmero, o que é transitório. A efemeridade é a base de tudo o que se chama moderno hoje. O arcaico e o moderno são profundamente integrados no Brasil. O Brasil foi formado a partir da mestiçagem que é de certa forma uma elaboração da violência. Esse é um carma brasileiro que está presente na literatura de Guimarães Rosa.

AML - Em sua opinião, qual é a influência da canção na música instrumental?
JMW - O meu universo é tanto da canção, que eu não sei como ela bate lá nas pessoas com cabeça ligada ao mundo instrumental. Agora, sempre há a questão de a música brasileira ter uma vocação grande para a canção. O jazz tem canção de música instrumental e ela ganha este caráter. A improvisação no canto e até para você tocar as canções, de forma instrumental. No jazz, esse processo é mais natural, mas na canção brasileira esse processo já não é tão natural: pegar um tema de bossa nova e fazer uma improvisação jazzística. Tem algo que não é muito adequado para isso. No Brasil o caminho de ida e vinda da música instrumental é menos claro do que nos Estados Unidos, onde a vocação cancional já é instrumental. Aqui, tem todas aquelas diferenças ligadas à importância da letra, que seja dita com a naturalidade de quem fala. Por tudo isso, não saberia responder. Quando alguém responder essa pergunta, me mande por e-mail, por favor.

AML - Como a sua carreira acadêmica influencia na de músico?

JMW - Muitas vezes, fiz trabalhos de música para teatro, cinema e dança, além de canção. Esses trabalhos têm uma relação forte com a literatura. Fiz, por exemplo, música para teatro com José Celso Martinez Corrêa para As Boas, de Jean Genet, ou seja, eu estava fazendo música para um texto teatral. Fiz música para Hamlet, para Mistérios Gozosos, de Oswald de Andrade. Tudo aquilo exigia não só um músico para fazer a trilha, mas alguém que dialogasse com textos literários no teatro. Quando criei Nazareth, uma das trilhas que fiz para o Grupo Corpo, usei como base o conto “Um Homem Célebre”, onde um compositor de polcas queria fazer música clássica, de Machado de Assis. Depois, inclusive, eu escrevi um ensaio longo sobre esse conto, chamado “Machado, Maxixe”, que está no livro “Sem Receita”. Nazareth já era um ensaio sobre o conto, mas em forma de música. Quando fiz Parabelo com Tom Zé, eu reli o livro Os Sertões. Então, acho a canção uma forma de poesia cantada, ou seja, ao fazer a letra você lida com alguma coisa que se leu nos poetas, além de ouvir outros cancionistas. Para mim, existe uma ligação forte da literatura com a atividade musical.

AML - Como você começou a compor?

JMW - Eu estudei piano com a intenção de ser concertista. Fiz conservatório na minha cidade, São Vicente, por nove anos. Depois, estudei mais quatro com o Souza Lima. Nesta altura, eu estava entrando no curso de letras, pois tinha interesse por literatura, mas não sabia como iria conciliar estes interesses. Nesse período, fiquei em crise com as possibilidades que a universidade abriu. A faculdade de filosofia, na Rua Maria Antônia, onde estudei, em 67 e 68, era cercada de teatros e shows. Quer dizer, a canção popular estava acontecendo e eu vivi um conflito com o universo da música erudita e as coisas contemporâneas do século XX. Isso me atraiu muito. A canção popular brasileira naquele momento como ela dialogava com o cinema, com as artes plásticas e com a própria literatura que era uma canção que tinha um interesse poético. No momento em que entrei em crise com o estudo diário do piano, comecei a me interessar pela canção. Fui abandonando aquele estudo de piano sem confessar que estava fazendo isso e, ao mesmo tempo, comecei a compor. Passei a fazer música em vez de estudar. O professor Souza Lima que não nos ouça (risos), porque foi justamente isso que me afastou dele e do universo da música erudita. A partir daí, eu passei a fazer canções. Ainda em 1968, participei de um festival universitário, em que mostrei música. Mas em 1969, mudou muito porque depois do AI-5 acabaram esses shows e festivais e a música ficou muito mais profissionalizada com gravadora mesmo para quem fazia carreira. Aquela mistura que havia com o ambiente universitário com a canção se desfez.
Fiquei uns bons anos me tornando professor de literatura. Eu fiz mestrado e doutorado, passei a escrever sobre música em literatura, mas só fazia umas músicas para mim mesmo até que uns 15 anos depois, vi não poder abandonar a música. Pelo meu estudo de piano, eu achava que só devia se dedicar à música quem se dedicava integralmente. Quem só tinha um tempo parcial para dar a ela, não a merecia. Era assim que eu sentia. Depois, eu vi que não, que eu deveria arriscar. Nesse processo voltei a fazer canções, mas tocando com outros músicos e com cantoras. Passei a fazer shows, a gravar discos etc.

Para saber mais sobre a Aurora de Cinema AURORA de Cinema, de Teatro, de Arte... Textos de Rubens Ewald Filho, Marcelo Janot, Celso Sabadin, Carlos Alberto Mattos... Para saber mais sobre eventos culturais e lugares de CINEMA Uma estante virtual para produções audiovisuais de todos os gêneros, matizes e intenções Um espaço para você saber mais sobre este grande Mestre da Crítica Cinematográfica Notícias do nosso Audiovisual Aqui você pode conversar conosco